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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Ruínas de escola de gladiadores são encontradas na Áustria

Arqueólogos anunciaram nesta segunda-feira a descoberta na Áustria de uma escola de treinamento de gladiadores que se encontra em bom estado de conservação.
As ruínas se encontram enterradas debaixo do local conhecido como parque arqueológico de Carnuntum, a aproximadamente 45 km a leste de Viena. Esse complexo foi uma cidade no passado, onde viveram 50 mil pessoas, cerca de 1.700 anos atrás.
Carnuntum tem sido escavado desde 1870, mas somente 1% da cidade é conhecida. A localização da escola de gladiadores só se tornou possível com o uso de radares, que indicaram uma área branca abaixo do solo.



Segundo os descobridores, o local se equipara a Ludus Magnus, que foi a maior escola de treinamento de gladiadores romanos.
As escavações ainda não têm data para começarem, já que os especialistas querem conservar o máximo possível da estrutura antiga e, para isso, precisam de um plano detalhado de trabalho.
Uma escola de gladiadores era uma mistura de quartel e prisão onde prisioneiros de guerra, escravos e criminosos convictos formavam grupos de lutadores, explicou em um comunicado a Roemisch-Germanisches Zentralmuseum, uma das instituições que participa das escavações.
"Se eles fossem bem-sucedidos, tinham a chance de obter uma condição de 'superstar', o que poderia levar à liberdade deles", comentou o diretor de Carnuntum, Franz Humer.
A escola contém cerca de 40 celas estreitas, que eram usadas como dormitório pelos lutadores; uma área de banho; um local de treino e prédios administrativos.
Há ainda um pequeno estádio rodeado por cadeiras de madeira e uma espécie de ala para o treinador-chefe dos gladiadores.
Os radares também indicam que o lugar possui um cemitério, provavelmente para os que foram mortos durante os treinamentos.

domingo, 4 de setembro de 2011

Império Bizantino

A formação do Império Bizantino remonta ao século IV, quando em meio a crise do Império Romano, o imperador Teodósio determinou a divisão do império em duas partes, uma no ocidente, com capital em Roma, outra no oriente com capital em Constantinopla.
No final do século V, as invasões dos povos bárbaros haviam destruído e fragmentado o império ocidental, enquanto no oriente o poder manteve-se centralizado.
 
O reinado mais importante desde império foi o de Justiniano no século VI. Exerceu uma autoridade despótica, controlando tanto a vida política como religiosa no império, dando a seu poder um caráter quase sagrado. A preocupação com a questão religiosa marcou o reinado de Justiniano, que passou a exercer forte influência sobre a Igreja, instituindo o "cesaropapismo" e combateu todas as manifestações, consideradas como heresias, que pudessem dividir a Igreja e afetar seu poder.
Justiniano empreendeu uma política expansionista cujo objetivo era recuperar o antigo império do ocidente e realizou importantes conquista no norte da África, derrotando os Vândalos e posteriormente os Ostrogodos na Península Itálica e por último parte da Espanha após derrotar os Visigodos.
 
Do século VII ao X o Império Bizantino perdeu progressivamente os territórios conquistados e sofreu fortes investidas de outros povos - germânicos, búlgaros e persas.
A recuperação e fortalecimento do Império ocorreu durante o reinado de Basílio II, que derrotou os búlgaros, no entanto, nesse mesmo século XI novas invasões ocorreram, destacando-se os turcos seldjúcidas no oriente médio a partir de 1071.
A Quarta cruzada foi responsável pela desagregação do império 1204 a 1261, durante esse período grande parte do território bizantino ficou sob domínio dos mercadores de Veneza.
No século XIV começa a invasão dos turcos Otomanos: em 1354 se estabelecem em Galípoli; em 1362 ocupam Adrianóplis; em 1422 sitiam Constantinopla sem sucesso, em 1430 dominam Tessalônica e em 1453 tomam Constantinopla sob o comando do Sultão Maomé II.